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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Vem Comigo!



Ei, não precisa complicar as coisas. Às vezes, o melhor a fazer é não pensar, apenas se deixar levar pelo embalo doce que as emoções nos trazem a todo instante. Não quero saber dessa mania (des)humana de querer uma lógica para tudo. Nem tudo precisa ser estudado ou explicado. Estamos aqui para sentir e a gente só aprende a sentir sentindo. Pode soar meio confuso, mas é tão simples. Vem comigo, me dá a mão. Não precisa ter medo, um sentimento bonito como esse só pode nos fazer bem. Vem comigo, vou te ensinar que gostar de alguém não machuca o coração. Vem.

Ei, não precisa ficar com o pé atrás ou receoso, sentir não é pecado. A gente precisa ter coragem e força para vencer obstáculos, subir os pequenos degraus que vão nos levar até onde for preciso. Não fica com essa cara de assustado, entregar o coração dói bem menos que obturar um dente cariado.

Ei, não me olha assim. Esses teus olhos grandes e medrosos me dão um aperto no peito. Vem, eu te mostro que o caminho pode ser bonito. Olha, as coisas não são tão lindas como nos livros, mas garanto que são muito mais verdadeiras.


Ei, me dá a mão. Vamos ficar assim, sentindo o calor um do outro. Vamos ficar assim, com um coração de frente para o outro. Vamos ficar assim, com os olhos fixos naquilo que encanta e emociona.

Ei, respira fundo. Manda todos os fantasmas embora. Se não deu certo com outras pessoas outras vezes não quer dizer que agora vai ser igual. Então, você me pergunta: por que agora é diferente? E eu te respondo, de peito aberto: porque eu estou disposta a te fazer feliz.

quinta-feira, 18 de abril de 2013



Que o banho quente seja revigorante.
Que o café me acorde.
Que tudo que eu vestir fique bonito em mim.
Que eu saiba respirar bem fundo quando a coisa ficar preta.
Que consiga apreciar o sol, o céu, o vento geladinho que bate no rosto ou o canto dos pássaros.
Que não me estresse no trânsito.
Que não perca a paciência com quem tem um jeito de fazer as coisas diferente do meu.
Que o barulho do colega ao lado não me tire o foco.
Que me sobre um tempinho para almoçar com calma.
Que as pessoas não me liguem só para contar problemas.
Que eu não tenha que me explicar.
Que minha sapatilha não faça bolha no pé.
Que eu não esqueça tudo que preciso fazer.
Que minha energia esteja boa.
Que a energia dos outros não me contagie.
Que eu consiga me proteger do que não me faz bem.
Que eu consiga distinguir o que é meu e o que é seu. E o que for seu que continue bem guardado com você.
Que eu não sinta nenhuma dor.
Que quem eu amo esteja bem.
Que eu não dê bola para as pequenices, pois o mundo é grande demais pra gente perder tempo com besteiras.
Que eu continue me tratando bem e me respeitando.
Que eu não passe por cima dos meus valores (nunca).
Que eu não perca a capacidade de aprender.
Que eu continue achando que sempre é possível melhorar.
Que eu nunca perca meu lado positivo de ver as coisas.
Que minha urgência pelas coisas nunca se vá.
Que eu continue, por muito tempo, respirando e sentindo aquela paz com sabor de caramelo.
Que eu controle meus nervos.
Que eu consiga dizer o que sinto.
Que eu entenda que não posso insistir no mesmo erro.
Que eu não perca esse lado bonito de acreditar de novo. E de novo. E de novo.
Que a gente não se perca.
Que você não sofra.
Que eu consiga encarar o mundo de frente.
Que eu nunca me envergonhe dos meus atos ou sentimentos.
Que eu consiga dar conta do dia. E de mim.
Amém.

domingo, 17 de março de 2013

FALTA!


Acho que é isso que falta na vida da gente: mais palavras bonitas e menos cara feia. Mais olhares sinceros e menos grosseria. Mais sorrisos cúmplices e menos palavras duras. Mais educação e menos pressa. Mais respeito e menos julgamento. Mais humanidade e menos falta de respeito. Mais doação e menos egoísmo. Mais mãos dadas e menos individualidade.

sábado, 9 de março de 2013



 A vida não dorme em serviço. Todos os dias, sem falta, sem falha, ganhamos uma nova chance de mudar completamente o nosso futuro. O ponto da virada, a chave pra transformação de tudo o que você conhece – ou pensava que conhecia – até hoje, passa por você diariamente. São pessoas, essas chaves, esses pontos de virada. Pessoas comuns, das que a gente quase não nota, das que podem cruzar nosso caminho dez vezes no mesmo dia sem nos darmos conta. A gente tem pouco talento para observar o mundo ao redor, essa é a verdade. Nosso celular é tão mais interessante, sempre com as mesmas fotos, as mesmas mensagens, os mesmos interesses. A gente simplesmente não vê a vida trabalhando.
Mas ela, mesmo assim, se esforça, e nos dá outra chance. Essas chances vêm de todo e qualquer lugar. Quer um bom exemplo? As pessoas solitárias do metrô. Elas estão se amontoando, entrando nos horários de rush e se acotovelando para descerem antes que a porta se feche. Às vezes faço questão de fechar o livro que estou lendo, ou ignorar um pouco o Facebook matinal no celular, só para observar as pessoas. Pode parecer que não, mas todo mundo olha pra todo mundo no metrô. Só que parece um olhar de fantasma, uma visão de raio-x, que enxerga as pessoas sem ver ninguém. É assim que o povo que reclama da solidão perde a chance de conhecer alguém que pode mudar tudo dali pra frente. Se você é desses, acredite: você perdeu o amor da sua vida umas mil vezes, no mínimo.
Às vezes é um cara bonitinho que você viu entrar, que estava todo sonolento no canto e que, de tanto sono, deixou cair um cartão, as chaves, um papel, a carteira, qualquer coisa no chão. Você poderia ir lá e avisá-lo, pegar, puxar papo, olhá-lo mais de perto, dar umas risadas, fazê-lo acordar, reparar que ele tem dentes muito brancos, perceber que ele fecha os olhos de leve quando ri e descobrir que ele cursa arquitetura, que está no terceiro ano, que pretende se especializar em casas de veraneio e pousadas. Aí, talvez, quem sabe, ele pegue seu telefone, te mande uma mensagem, te chame para jantar, te roube um beijo, te conte histórias divertidas sobre a infância desvairada, faça perguntas interessantes sobre o seu trabalho, sobre os seus amigos, fale sobre viagens, peça dicas de lugares onde você já foi, te convide para sair de novo, te leve para a casa dele depois do terceiro encontro, te faça pela primeira vez na vida ter um orgasmo ficando por baixo, te peça para dormir lá, te acomode no peito dele enquanto você sonha e te peça para nunca mais ir embora. Isso é possível, sim, claro que é. Você tem que botar fé no seu taco, a vida faz o resto.
Assim como é possível você, cara sozinho que todos os dias senta no mesmo banco, vendo as mesmas vistas e dormindo nas mesmas estações, começar a reparar ao redor. Talvez a moça que está carregando os cadernos bem na sua frente queira ajuda, talvez você possa segurar as coisas dela, reparar que ela está lendo um livro que você já leu, recomendar um outro, perguntar qualquer coisa banal sobre gêneros literários, sobre pra onde ela está indo, sobre se ela não quer se sentar. O roteiro é o mesmo. Às vezes aquela menina linda que entrou é solteira, sim. Às vezes aquela ruiva altona lá na outra porta está mesmo olhando para você, para você e ninguém mais. Talvez aquela menina no banco do canto esteja querendo assistir o novo filme do Tarantino tanto quanto você. Tanto faz! As pessoas se querem, elas têm coisas que interessam aos outros e estão muito dispostas a dividir isso com alguém.
É que a gente é cagão. Sabemos reclamar muito, pedir muito, sentir muita falta, mas achamos um absurdo irmos atrás do que queremos. Vai lá falar com o cara! Vai lá falar com a menina! Eles não mordem. A gente tem que aprender a se dar mais crédito. Somos lindos, claro que somos. Mas isso já seria pedir muito, porque a gente não viu, a gente não vê, você não vê. Você não foi puxar papo com a gatinha de jaqueta elegante porque você não a viu entrar no metrô. Você não ajudou o rapaz sonolento do canto porque quando a carteira dele caiu você estava no celular e quem o ajudou foi um senhorzinho que estava ao lado. Você não retribuiu o olhar fulminante da ruiva no fundo do vagão porque você nem sequer percebeu que ela estava lá. Você, na verdade, nem sabe, mas o amor da sua vida desceu na outra estação e você seguiu viagem