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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sobre o amor

“Sobre o amor? Amor é não querer desligar-se nunca do abraço. É sentir saudade todos os dias, inventar assunto pra não ter que desligar o telefone. É xingar. Rir de chorar. É alertar, preocupar. É dividir cobertor, espaço na cadeira de balanço ou um pedaço do sofá pequeno. É esquentar a mão, fazer cafuné, dormir no colo um do outro.Amor é saber esperar, esperar esper… É não saber se explicar. Sentir medo, ser cúmplice, ter coragem. É sair de casa no meio da noite e se encontrar escondido. É sonhar a semana toda com o fim de semana e o mesmo cheiro, o mesmo abraço, o mesmo beijo. É dar gargalhadas, colocar de castigo, estralar os dedos um do outro, mesmo sabendo que isso vai doer. É provocar, morder a bochecha e lamber o nariz. É fazer cara de nojo, pirraça, chantagem. É agradar. Não ter medidas. É não cansar. Não cansar da voz, do desespero, da rotina. É ter alguém, um amigo, um fonte, uma força. É ter você. É ser a gente.”

domingo, 25 de novembro de 2012

Uma mistura...






“É uma mistura de pensamentos.
Emoções, desejos, sensações, intuições.
Psicodélica. 
Deixar se levar.
Pela liberdade que possuem.
Se deixar enlouquecer, tentar alcançar.
O mínimo de sanidade.
Afinal, quem são os loucos?
Regras são feitas para preencher papéis.
Pra autenticar um ideal.
Meu ideal, faço eu.
Minhas regras, eu crio.
Ao que me convém.
Se surgirem perguntas?
Que importa? Nem sempre elas são feitas pra serem respondidas.”


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Sobre o fim do mundo...






"O fim do mundo não é no dia 21 de dezembro de 2012. O fim do mundo são os arrastões e assassinatos em São Paulo. É a onda de violência em Santa Catarina. É o furacão em NY. É o goleiro que manda matar a mãe do filho. É a bala perdida que mata a criança. É a mulher que mata a pauladas o cachorro. São os ataques terroristas que matam inocentes. É o aluno que agride o professor. É o professor que agride o aluno. São os adolescentes que planejam matar o colega. É quem ainda joga lixo na rua. São as brigas entre torcidas. É a menina que é estuprada dentro do ônibus. É o ladrão que tem regalias na prisão. É o político que rouba na maior cara de pau. É quem vê um acidente e não presta socorro. É quem presencia uma injustiça e não faz nada. É quem age com imprudência no trânsito. É quem age de má fé na vida. Por isso, o fim do mundo é todo dia."


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

E lá vem tudo de novo...



Novembro já deu as caras, isso quer dizer que o fim do ano daqui a pouco dobra na segunda à esquerda, na terceira à direita, segue mais 500 metros e logo, logo está aqui. Tem gente que adora essa época, eu prefiro manter uma certa distância.

Nunca fui muito fã de Natal, acho uma data comercial demais. As lojas ficam lotadas, as filas crescem sem parar, fora a quantidade de Papai Noel por todos os cantos. E ainda por cima temos a voz da Simone cantando “Então é Natal” incessantemente. Não posso esquecer da trágica combinação peru e figo. Detesto figo, não simpatizo nadica de nada com ele.

As pessoas resolvem fazer caridade nesta época, o que é de certa forma bonito. Mas seria ainda melhor se cada um ajudasse um pouco em todos os períodos do ano e não apenas quando bate o repentino espírito natalino, não é mesmo?

O bom do final do ano é repensar a vida, colocar o ano na balança e pesar os prós e contras. Adoro fazer isso, ver tudo que aconteceu, o que fiz e deixei de fazer, os sucessos e fracassos diários, as metas que foram alcançadas, os sonhos que sofreram metamorfose, o que quero conquistar no próximo ano, as novas perspectivas que chegam. Acho um exercício interessante e fundamental, pelo menos pra mim. Sempre gostei de comemorar a virada do ano, é simbólico eu sei, mas significa um recomeço. E não tem nada melhor que recomeçar acreditando que tudo é possível. Dá mais esperança, força, fé. A gente precisa acreditar para poder viver em paz. Acreditar que novas portas vão se abrir, que obstáculos vão, sim, aparecer, mas que podem ser vencidos com esforço, garra e persistência.

Cada ano deixa a sua marca. Alguns são melhores, outros piores. Mas a vontade de que as coisas mudem nos impulsiona, nos dá mais coragem para seguir adiante. É por isso que gosto de fazer listas, mentais ou não, sobre os principais pontos negativos e positivos do ano.