domingo, 17 de março de 2013
FALTA!
sábado, 9 de março de 2013
A vida não dorme em serviço. Todos os dias, sem falta, sem falha, ganhamos uma nova chance de mudar completamente o nosso futuro. O ponto da virada, a chave pra transformação de tudo o que você conhece – ou pensava que conhecia – até hoje, passa por você diariamente. São pessoas, essas chaves, esses pontos de virada. Pessoas comuns, das que a gente quase não nota, das que podem cruzar nosso caminho dez vezes no mesmo dia sem nos darmos conta. A gente tem pouco talento para observar o mundo ao redor, essa é a verdade. Nosso celular é tão mais interessante, sempre com as mesmas fotos, as mesmas mensagens, os mesmos interesses. A gente simplesmente não vê a vida trabalhando.
Mas ela, mesmo assim, se esforça, e nos dá outra chance. Essas chances vêm de todo e qualquer lugar. Quer um bom exemplo? As pessoas solitárias do metrô. Elas estão se amontoando, entrando nos horários de rush e se acotovelando para descerem antes que a porta se feche. Às vezes faço questão de fechar o livro que estou lendo, ou ignorar um pouco o Facebook matinal no celular, só para observar as pessoas. Pode parecer que não, mas todo mundo olha pra todo mundo no metrô. Só que parece um olhar de fantasma, uma visão de raio-x, que enxerga as pessoas sem ver ninguém. É assim que o povo que reclama da solidão perde a chance de conhecer alguém que pode mudar tudo dali pra frente. Se você é desses, acredite: você perdeu o amor da sua vida umas mil vezes, no mínimo.
Às vezes é um cara bonitinho que você viu entrar, que estava todo sonolento no canto e que, de tanto sono, deixou cair um cartão, as chaves, um papel, a carteira, qualquer coisa no chão. Você poderia ir lá e avisá-lo, pegar, puxar papo, olhá-lo mais de perto, dar umas risadas, fazê-lo acordar, reparar que ele tem dentes muito brancos, perceber que ele fecha os olhos de leve quando ri e descobrir que ele cursa arquitetura, que está no terceiro ano, que pretende se especializar em casas de veraneio e pousadas. Aí, talvez, quem sabe, ele pegue seu telefone, te mande uma mensagem, te chame para jantar, te roube um beijo, te conte histórias divertidas sobre a infância desvairada, faça perguntas interessantes sobre o seu trabalho, sobre os seus amigos, fale sobre viagens, peça dicas de lugares onde você já foi, te convide para sair de novo, te leve para a casa dele depois do terceiro encontro, te faça pela primeira vez na vida ter um orgasmo ficando por baixo, te peça para dormir lá, te acomode no peito dele enquanto você sonha e te peça para nunca mais ir embora. Isso é possível, sim, claro que é. Você tem que botar fé no seu taco, a vida faz o resto.
Assim como é possível você, cara sozinho que todos os dias senta no mesmo banco, vendo as mesmas vistas e dormindo nas mesmas estações, começar a reparar ao redor. Talvez a moça que está carregando os cadernos bem na sua frente queira ajuda, talvez você possa segurar as coisas dela, reparar que ela está lendo um livro que você já leu, recomendar um outro, perguntar qualquer coisa banal sobre gêneros literários, sobre pra onde ela está indo, sobre se ela não quer se sentar. O roteiro é o mesmo. Às vezes aquela menina linda que entrou é solteira, sim. Às vezes aquela ruiva altona lá na outra porta está mesmo olhando para você, para você e ninguém mais. Talvez aquela menina no banco do canto esteja querendo assistir o novo filme do Tarantino tanto quanto você. Tanto faz! As pessoas se querem, elas têm coisas que interessam aos outros e estão muito dispostas a dividir isso com alguém.
É que a gente é cagão. Sabemos reclamar muito, pedir muito, sentir muita falta, mas achamos um absurdo irmos atrás do que queremos. Vai lá falar com o cara! Vai lá falar com a menina! Eles não mordem. A gente tem que aprender a se dar mais crédito. Somos lindos, claro que somos. Mas isso já seria pedir muito, porque a gente não viu, a gente não vê, você não vê. Você não foi puxar papo com a gatinha de jaqueta elegante porque você não a viu entrar no metrô. Você não ajudou o rapaz sonolento do canto porque quando a carteira dele caiu você estava no celular e quem o ajudou foi um senhorzinho que estava ao lado. Você não retribuiu o olhar fulminante da ruiva no fundo do vagão porque você nem sequer percebeu que ela estava lá. Você, na verdade, nem sabe, mas o amor da sua vida desceu na outra estação e você seguiu viagem
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Passado, presente e futuro!
Eu sei que nada vai voltar a ser como era antes. Sinto um pouco de saudade de nós. Era tudo simples, era como um sorriso solto, franco, desinibido. Não posso ter me enganado tanto. Mas, sabe, acho que se a coisa fosse mesmo para valer você ainda estaria aqui, em mim. Se fosse mesmo verdade eu ainda estaria viva aí dentro de você.
Alguma coisa se partiu, de alguma forma nos perdemos. Não sei se ainda há tempo de recomeçar de onde paramos, de voltar atrás, de pegar a sua mão e fingir que nada aconteceu. E quer saber? Não sei se tenho força ou vontade.
Sempre achei que quando "é pra ser" a vida nos manda alguns recados, alguns sinais. Você sempre achou meio boba essa minha mania de esperar um sinal, uma resposta. Mas, sabe, eu acredito mesmo nisso. Acho que quando tem que ser, simplesmente é. É simples, é inteiro, é intenso. Não tem linhas em branco, nem mágoas escondidas atrás das portas.
Fiquei esperando algum retorno da vida, alguma indicação, um mapa, alguma prova de que isso tudo era pra ser levado adiante. Não veio. Então, me pergunto: não veio ou não consegui ouvir, não pude ver, não me afinei com todas as sintonias que antes dançavam soltas e felizes entre nós?
Talvez a falha tenha sido minha. Minha e dessa mania boba de esperar um sinal. Talvez a falha tenha sido sua. Sua e dessa sua mania de levar tudo na brincadeira e, ao mesmo tempo, encarar as coisas com tamanha seriedade. Sentimentalismos e sensibilidade nunca fizeram parte do seu kit de sobrevivência. Lembro quando você se divertia com meu jeito de sentir, achando graça da minha forma de levar tudo para o lado do coração. É, talvez seja tudo uma grande bobagem. Mas isso eu não posso te afirmar agora, isso talvez só o tempo irá nos mostrar.
Às vezes, o melhor que a gente tem a fazer é deixar pra lá, deixar esse tal de destino se manifestar, assumir a direção e tomar conta da nossa vida. Torço para que ele faça o melhor. Torço pelo nosso bem.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
#Ficaadica!
Faz um favor para o teu coração: para de acreditar nessa ilusão do amor romântico, do amor eterno, do amor que tudo suporta. Ele só é romântico quando uma das partes (ou ambas) resolve que vai ter romance. Ele só é eterno até onde tem que ser. Ele só suporta o que a gente quer. A grande verdade é que a gente deve desaprender tudo que aprendeu até hoje.
O amor não é como andar nas nuvens o tempo todo. Ele às vezes é chato, feio e bobo (e ainda tem gases e bafo). O amor não é somente música ou poesia. E ao mesmo tempo tem todas as belezas do mundo. Ele é contraditório, assim como o ser humano.
Aprende: para amar é preciso, antes de mais nada, aprender o que é doação e entender que nem tudo sai como a gente espera. E que o outro não tem obrigação de carregar nossos fardos pesados, nossas bagagens lotadas e nossas frustrações do passado.
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