Páginas

terça-feira, 31 de julho de 2012

O outro lado do egoísmo...





Certas coisas me deixam triste. E louca. Como pode a gente gostar de uma pessoa, ver que ela está chateada e ficar de braços cruzados? Como pode você perceber que o outro está te tratando diferente e ficar indiferente? Como pode a gente só olhar para o próprio umbigo e para as necessidades pessoais? Como pode a gente só pedir apoio, calma, paciência e compreensão e não dar nada em troca? Como pode a gente não se dar por inteiro, mas esperar que a outra pessoa esteja inteira? Hoje em dia é muito fácil querer, exigir, fazer questão que o outro nos enxergue. Difícil mesmo é se colocar no lugar do outro, tentar se ver de longe e analisar onde está o nosso erro. 





É muito fácil pedir, pedir, pedir. Difícil é se doar. Porque normalmente as pessoas têm a triste mania de jogar na cara. Fiz tal coisa por você. E eu por você. Daí vira aquela agressão gratuita, aquela lavagem de roupa suja, aquela coisa feia e antipática que não combina com sentimento. Mas então eu me pergunto: será que tudo combina com sentimento? Claro que não. A gente não consegue ser bom o tempo inteiro. A gente não consegue deixar de lado as mágoas e seguir em frente. Tem coisa que alfineta, cutuca, aperta. E é preciso gritar, tirar, sair desse círculo vicioso e ruim.

Não é fácil. Mas também não é tão complicado assim. Basta querer. Basta sair daquele pedestal. Basta realmente se importar com o que faz. A gente pensa que é muito bacana e que faz o melhor que pode. Que bobagem. Nem sempre lutamos com força e com fé. Às vezes, a gente só deixa a vida nos levar, como se fosse um rio que leva pedaços de árvores e lixo. 

 


O ser humano é egoísta demais. Se preocupa com a própria vida e finge que se importa com os outros. Então eu questiono: será que eu me importo? Será que você se importa? Até onde você é capaz de ir? Que sacrifícios você é capaz de fazer? Você consegue, por algum momento, deixar de lado sua vida para se preocupar com a do outro? Pequenas doses de egoísmo são bem-vindas e essenciais para a sobrevivência. Mas não dá pra se embriagar: tudo que é demais faz mal.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O resto é só o resto!!




Não adianta brigar, se invocar, bater o pé, fazer beiço, cara feia e levar tudo ao pé da letra. A vida da gente precisa ter leveza. Fácil falar, difícil fazer (eu bem sei). Mas, sabe, andei pensando sobre as pequenices. A gente briga por coisas tão pequenas e insignificantes. Deixa passar, deixa pra lá. Azar se o cara meteu o carro na sua frente, deixa ele. E daí se aquela mulher furou a fila? Deixa ela ser mal educada. Não sou eu que tenho que meter o dedo na cara dela e dizer que ela não tem educação. A gente não é professor nem juiz nem nada disso. 

Falta de educação e delicadeza me tiram do sério. Mas eu já fui mal educada e indelicada tantas vezes (quem nunca foi?). A gente não é uma pintura perfeita, uma escultura sem falhas. Não somos arte, somos impuros e precisamos de retoque a todo instante. E ninguém tem o direito de invadir o espaço do outro, a vida alheia. Ninguém tem o direito de dizer pra você o que você deve fazer, a não ser que seja seu amigo e te conheça bem. Porque amigo pode, amigo tem direito, amigo tem carta branca.



Quando a gente tem trinta anos começa a pensar que não adianta se estressar por pouca coisa. O único incomodado da história toda vai ser você. Além disso, tem o gasto em terapia, cosméticos, tinta pra cabelo, vodca e tarja preta. Será que vale mesmo a pena? Deixa pra lá, deixa passar, deixa rolar, deixa rodar. A vida da gente vale mais do que qualquer chatice diária.

É claro que ninguém é Dalai Lama all the time. É impossível ser sereno, contido e paciente vinte e quatro horas por dia. Mas é preciso fazer algumas escolhas. Agora, eu penso assim: isso vale uma marquinha de expressão? Isso vale uma noite de insônia? Isso vale a minha paz? Não, então tchau. Entende? A gente que escolhe o que vai ficar na cabeça. O que está ao meu alcance, o que depende de mim eu posso fazer. Mas o que depende dos outros, bom, aí é com eles. Não posso me estressar por outra pessoa. Mesmo porque já tenho minhas preocupações constantes. Bem que eu queria ter o poder de esvaziar a mente. Se algum dia isso acontecer, pode deixar, te explico direitinho como funciona. Por enquanto, vamos tentar desperdiçar energia no que realmente vale a pena. O resto é só o resto.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Pra Sempre!





Todo dia é a mesma coisa. Chego em casa, tomo banho, coloco meu pijama quentinho, me enfio embaixo do edredom e abraço nossa cachorrinha. O frio não passa, ligo a estufa, penso no que fiz durante o dia, converso com os meus botões e me concentro onde quero chegar. É que a gente sempre quer chegar em algum lugar. E eu quero ir longe, sabe? Acho que no fundo eu sempre quis coisas maiores do que eu. E não é essa a grande graça da vida?

Não me importo se o caminho é difícil, eu quero realizar todos os meus sonhos. Quero o que é meu, o que é nosso. E sabe o mais bonito de tudo? É a gente poder sonhar junto. Cada um com suas vontades e a vontade que é só nossa. Isso é bonito, isso é saudável, isso é essencial em uma relação bonita e cheia de vida.


Eu gosto da nossa rotina, das nossas piadas, dos nossos silêncios, das nossas reticências, das nossas risadas. E gosto, também, das nossas brigas. A gente aprende com elas. Eu descubro mais sobre você e conheço outras partes minhas. Aquelas partes que a gente não mostra por vergonha. Reconheço o som do meu grito, vejo minha cara de raiva e meu olhar que assusta quando algo incomoda. E te percebo por inteiro. Seu tom, sua reação, sua ação. Suas verdades, nossas mentiras. E assim a gente vive junto, passando por obstáculos, derrubando o que vem pela frente. E assim vamos ficando mais amigos, mais amantes, mais enrolados um com o outro.

É bom me enrolar com você. Não falo apenas do meu pé que roça no seu pé depois que a gente se deita. Falo de sentir o calor, de olhar para você enquanto dorme, de ver seu sorriso de canto de boca quando eu passo a mão pelo seu rosto quando você está de olhos fechados. E meus dedos fazem aquele barulhinho bom quando roçam na sua barba. E a gente fica assim, colado, grudado embaixo das cobertas esperando o dia amanhecer e a vida continuar. Eu sei, sei que a vida continua enquanto a gente dorme um sono profundo e sonha com o que virá. Mas pra mim as coisas param cada vez que te olho. E eu sei que por mais que o tempo passe vai ser assim. Porque é amor o que eu sinto e sempre vou sentir por você, meu bem.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Uma dose de PAZ!



Começou um novo tempo, pelo menos pra mim. Uma nova chance de fazer direito, por mais errado que pareça. Porque os olhos dos outros sempre enxergam diferente do que a gente sente. E tudo bem. Ninguém é obrigado a nos conhecer por dentro. Além disso, tem o que a gente é, a imagem que a gente passa e o que os outros concluem dela.


Não quero que soe petulante o que vou dizer, mas nem faço muita questão que as pessoas me conheçam a fundo. Tem gente que não merece o nosso coração aberto. Certas pessoas não precisam conhecer nossa alma. Porque elas nem vão saber o que fazer com tanta informação. Tem gente ruim no mundo, já me convenci disso. Espero que você entenda isso também. E que não sofra tanto ao constatar que nem todo mundo quer o seu bem. Algumas pessoas sentem prazer em perturbar os outros. O que ganham em troca? Não sei. E nem quero descobrir.

Quero uma dose de paz. E de amor. E de felicidade. E de sonho realizado. Quero pra mim. Quero pra você. Quero pra todo mundo que sente bem, que faz o bem, que se preocupa com o que é bom. Para o resto, quero só a justiça. Espero que as pessoas sejam mais tolerantes, que não resolvam tudo no tapa, que não machuquem os animais, que cuidem mais dos seus sonhos ao invés de tentar estragar a vida do outro com fofoca e sentimento barango. Espero que todo mundo ame mais. Que se abram para o amor.


Você pode me achar boba, mas o amor é o sentimento mais transformador e poderoso do mundo. Com ele, a gente pode tudo. Tendo ele no peito, a gente pode mudar o outro, mudar uma vida, mudar a gente mesmo. E isso é o que dá esperança e força para seguir em frente, por mais torto e esquisito que o caminho seja.